Eu não sou uma pessoa de
Eu não sou uma pessoa de muitas certezas... mas de uma coisa eu tenho convicção... tudo é perfeito do jeito que é... não tem essa de ano ruim ou ano bom nem pessoalmente, nem coletivamente falando, se há sofrimento se aprende a compaixão, ou a paciência, ou a humildade, ou a aceitação ou a superação ou ainda a esperança, se há alegria, se aprende basicamente a própria alegria e começa a se aprender a gratidão... porque a gratidão mesmo só se aprende quando nos damos conta de agradecer por tudo. Enfim... o que quero dizer é que, mais do que acredito, eu sei que o plano maior é bom, salvo alguns desvios e derrapagens, o plano geral sempre leva para o bem, e não pense que os desvios e derrapagens significam algum fracasso ou derrocada, no máximo significam atrasos no caminho. O que quer que te aconteça e que nos aconteça é, via de regra, um convite ao crescimento, que pode acontecer de imediato ou mais para a frente no caminho, mas que no fim tanto faz, porque esse caminhar é eterno. Então o que espero de 2018 é que ele seja como tem que ser e de nós, que recebamos a graça de enxergar quando possível e cada vez mais, o que for que vier, de uma perspectiva mais abrangente, mais lúcida e consciente. Essa mesma perspectiva que a parte mais sábia de nós possui e continuamente tenta nos mostrar a maravilha, o encanto e o milagre que a vida (e nisso incluo os segundos, minutos, dias e anos de uma vida) É, e que nós aqui, muitas vezes envolvidos e agarrados na densidade e na negatividade, temos dificuldade para enxergar.

Claudia Boacnin